Meditar é observar seu estado mental. Quando você se observa, sua mente para ou você se vê, e vê sua "identidade" aquele amontoado de pensamentos que você acha que é você.
Igual dizia ANTAR MOUNA, uma linha de yoga:
- Consiste na observação do ir e vir dos pensamentos, pode-se dizer que uma verdadeira catarse. Os passos para praticá-la consistem em ficar em manter-se como um Observador dos próprios pensamentos, olhando-os com isenção como se eles não fizessem parte de você.
Não se deve julgar ou interagir com as imagens e sons surgidos, quem medita deve manter uma postura completamente passiva e serena em relação ao fluxo de tudo que for surgindo na mente.
A meta dessa meditação é aprender a discernir o Observador, seu Eu real, do amontoado de pensamentos que formam a nossa consciência do ego (ahamkara, consciência do "eu sou isto").
A prática desta técnica tem uma clara influência do Vedanta pois seu praticante identifica-se gradativamente com Brahmam (Deus em seu aspecto Absoluto, impessoal e livre de todos os conceitos) enquanto percebe o ego, aquele que pensa, como Ilusão.
Uma outra dica útil para a prática é: toda vez que vier uma forte identificação entre a pessoa e seus pensamentos deve-se fazer a seguinte afirmação - Eu sou o Observador, não o pensamento (coisa observada)- e ancorar novamente a consciência na observação silenciosa do pensamento.