sexta-feira, 4 de março de 2011

Meditação

Meditar é observar seu estado mental. Quando você se observa, sua mente para ou você se vê, e vê sua "identidade" aquele amontoado de pensamentos que você acha que é você.

Igual dizia ANTAR MOUNA, uma linha de yoga:

     -   Consiste na observação do ir e vir dos pensamentos, pode-se dizer que uma verdadeira catarse. Os passos para praticá-la consistem em ficar em manter-se como um Observador dos próprios pensamentos, olhando-os com isenção como se eles não fizessem parte de você.

Não se deve julgar ou interagir com as imagens e sons surgidos, quem medita deve manter uma postura completamente passiva e serena em relação ao fluxo de tudo que for surgindo na mente.

A meta dessa meditação é aprender a discernir o Observador, seu Eu real, do amontoado de pensamentos que formam a nossa consciência do ego (ahamkara, consciência do "eu sou isto").

A prática desta técnica tem uma clara influência do Vedanta pois seu praticante identifica-se gradativamente com Brahmam (Deus em seu aspecto Absoluto, impessoal e livre de todos os conceitos) enquanto percebe o ego, aquele que pensa, como Ilusão.

Uma outra dica útil para a prática é: toda vez que vier uma forte identificação entre a pessoa e seus pensamentos deve-se fazer a seguinte afirmação - Eu sou o Observador, não o pensamento (coisa observada)- e ancorar novamente a consciência na observação silenciosa do pensamento.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A ação correta

A presença é um estado de grande amplitude interna. Quando estamos
presentes, perguntamos: "Como devo responder às necessidades desta
situação, deste momento?" Na verdade, nem sequer precisamos fazer essa
pergunta. Estamos em silêncio, atentos, abertos ao que é. Trazemos uma nova
dimensão à situação: espaço. Então observamos e escutamos. Assim nos
tornamos um com a situação. Sempre que, em vez de reagirmos a uma
circunstância, nos fundimos a ela, a solução surge da própria circunstância. Na
verdade, não somos nós, a pessoa, que estamos olhando e escutando, mas o
silêncio alerta em si. Então, se a ação é possível ou necessária, a executamos
ou, mais exatamente, a ação correta acontece por nosso intermédio. A ação
correta é aquela que é adequada para o todo. Quando ela é consumada, o
silêncio alerta e amplo permanece. Ninguém levanta os braços num gesto de
triunfo gritando um desafiador "É isso aí!" nem dizendo "Olhem, eu
consegui".
Toda criatividade surge da amplitude interior. Depois que a criação
acontece e alguma coisa toma forma, precisamos ficar vigilantes para que as
noções de "eu" e "meu" não apareçam. Se nos atribuirmos o crédito pelo que
conseguimos fazer, é porque o ego está de volta e o amplo espaço tornou-se
obscurecido.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Benefícios da coluna extremamente ereta

É verdade o que os iogues tanto insistem com os seus alunos: deixem suas colunas extremamente retas antes de querer meditar. Fixar sua atenção em deixar sua coluna extremamente ereta aquieta a mente, a respiração, os desejos, ansiedades e por ai vai. É comprovado na ioga que ter uma coluna extremamente reta faz circular o prana ou chi.

Para quem quiser fazer exercicios de correção postural, exemplos são Pilates, Natação, Ioga, Tai Chi Chuan e RPG. Faça sempre com um profissional.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O poder da respiração

O ar é o segredo. Com o ar você entra em contato com o corpo e a paz interior do mesmo. Mas não é de qualquer jeito que se respira.

Quando nascemos estávamos acostumados a respirar usando o abdômen, e desaprendemos isso e passamos a respirar com o tórax. Com isso a respiração ficou ofegante, tensa, curta e prejudicial para nós mesmos. Devemos aprender de novo a respirar com o abdômen. Mas não tente controlar a respiração, a respiração é uma energia e a energia não pode ser controlada, apenas conduzida. Se quiser controlar ela, terá efeitos colaterais e eu não recomendo isso.

Deite-se ou sente-se em posição confortável, acompanhe a respiração e conduza-a para a região perto do umbigo. Não mude o ritmo dela, apenas a conduza. Você sentirá imediatamente todas as suas tensões se dissolvendo, assim como o barulho da mente sendo deixado de lado. Você perceberá que tem muito mais alto controle. Faça isso por poucos minutos. Com mais prática, você conseguirá conduzí-la por todo o seu corpo. Quando isso acontecer, fique o dia todo assim, conduzindo a sua calma respiração pelo corpo mesmo quando tiver fazendo algo ou precisar de usar a mente. Segundo os budistas, quando se faz isso, você se torna iluminado.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O poder da observação

Se tem uma coisa que a mente não faz é observar. Ela repudia isso. Não há algo mais desinteressante do que a arte de observar. Porque observar só existe no agora, mesmo se observar algo que pensa no passado ou no futuro, é agora que isso acontece.

Mas a observação tem um poder incrível de tirar a energia que a mente suga para ela mesma manter o seu domínio sobre nós mesmos, e sim que nosso verdadeiro eu interior surja.

Mesmo estando no agora, os pensamentos ainda surgem, MAS agora você observa eles e não identifica-se com eles. Quando você faz isso, qualquer tipo de pensamento sair correndo da luz de sua presença igual um gatinho com medo da chuva. Ai a mente manda um pensamento, e de novo ele sai correndo. Quando te der aquela vontade de rir de um pensamento, pronto, a sua consciência está emergindo das cinzas criada pela mente. Porque essa sujeira não vive sob a luz da consciência. Não tem como uma pessoa consciênte ser infeliz, ter pensamentos compulsivos e atitudes compulsivas, ou ter doenças ou qualquer outra coisa que é caracteristica do dominio da mente.

Observar o que acontece agora é um poderoso exercício para fugir das mazelas de ser dominado pela mente.

O que nos faz não ser iluminados?

Identificar-se com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz
de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então,
consideramos  uma  coisa  normal.  O  ruído  mental  incessante  nos  impede  de  encontrar  a  área  de  serenidade
interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de
medo e sofrimento sobre nós. Examinaremos esses pontos detalhadamente, mais adiante. 
O filósofo Descartes acreditava ter alcançado a verdade mais fundamental quando proferiu sua conhecida
máxima: “Penso, logo existo”. Cometeu, no entanto, um erro básico ao equiparar o pensar ao Ser e a identidade
ao  pensamento.  O  pensador  compulsivo,  ou  seja,  quase  todas  as  pessoas,  vive  em  um  estado  de  aparente
isolamento, em um mundo povoado de conflitos e problemas. Um mundo que reflete a fragmentação da mente
em uma escala cada vez maior. A iluminação é um estado de plenitude, de estar “em unidade” e, portanto, em
paz. Em unidade tanto com o universo quanto com o eu interior mais profundo, ou seja, o Ser. A iluminação é o
fim  não  só  do  sofrimento  e  dos  conflitos  internos  e  externos  permanentes,  mas  também  da  aterrorizante
escravidão do pensamento. Que maravilhosa libertação!
Se  nos  identificamos  com  a mente,  criamos  uma  tela  opaca  de  conceitos,  rótulos,  imagens,  palavras,
julgamentos e definições que bloqueia  todas  as  relações verdadeiras. Essa  tela  se  situa entre você  e o  seu  eu
interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. E essa tela de pensamentos que cria
uma  ilusão de  separação, uma  ilusão de que existe você e um “outro”  totalmente à parte. Esquecemos o  fato
essencial de que, debaixo do nível das aparências  físicas,  formamos uma unidade com  tudo aquilo que é. Por
“esquecermos”  quero  dizer  que  não  sentimos  mais  essa  unidade  como  uma  realidade  evidente  por  si  só. Podemos até acreditar que isso seja uma verdade, mas não mais a reconhecemos como verdade. Acreditar pode
até trazer conforto. No entanto, a libertação só pode vir através da vivência pessoal. 
Pensar se tornou uma doença. A doença acontece quando as coisas se desequilibram. Por exemplo, não há
nada  de  errado  com  a  divisão  e  a multiplicação  das  células  no  corpo  humano. Mas,  quando  esse  processo
acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença. 
Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando a usamos de forma
errada, ela se torna destrutiva. Para ser ainda mais preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em
geral,  você  simplesmente  não  usa  a mente. É  ela  que  usa  você. Essa  é  a  doença. Você  acredita  que  é  a  sua
mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você. 

Não concordo muito com isso. É verdade que penso muito sem um objetivo definido, como a maioria das
pessoas, mas ainda posso escolher como usar a minha mente para ter e conseguir coisas, e faço isso o tempo
todo. 


Só  porque  podemos  resolver  palavras  cruzadas  ou  construir  uma  bomba  atômica  não  significa  que
estejamos usando a mente. Assim como os cães adoram mastigar ossos, a mente adora transformar dificuldades
em problemas. É por isso que ela resolve palavras cruzadas e constrói bombas atômicas. Mas essas coisas não
interessam a você. Pergunto então: você consegue se livrar da sua mente quando quer? Já encontrou o botão que
a “desliga”? 

A idéia é parar de pensar completamente? Não, não consigo, a não ser por um ou dois segundos. 

Então, é porque a mente está usando você. Estamos  tão  identificados com ela que nem percebemos que
somos seus escravos. É quase como se algo nos dominasse sem termos consciência disso e passássemos a viver
como se fôssemos a entidade dominadora. A  liberdade começa quando percebemos que não somos a entidade
dominadora,  o  pensador.  Saber  disso  nos  permite  observar  a  entidade.  No momento  em  que  começamos  a
observar o  pensador,  ativamos  um  nível mais  alto  de  consciência. Começamos  a  perceber,  então,  que  existe
uma vasta área de  inteligência além do pensamento, e que este é apenas um aspecto diminuto da  inteligência.
Percebemos também que todas as coisas realmente importantes como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e
a paz interior surgem de um ponto além da mente. É quando começamos a acordar.  Eckhart Tolle

O que é iluminação?

Por mais de  trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo  lugar, debaixo de uma marquise. Até que
um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você? 
– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não! 
– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
– O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar
ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro. 
Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas
sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: “Mas eu não sou, um mendigo!”
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz:
inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de
prazer, aprovação,  segurança ou amor, embora  tenham um  tesouro guardado dentro de  si, que não  só contém
tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.
A palavra iluminação transmite a idéia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é
simplesmente  o  estado  natural  de  sentir-se  em  unidade  com  o  Ser.  É  um  estado  de  conexão  com  algo
imensurável  e  indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas  esse “algo”  é  essencialmente você  e,  ao mesmo
tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e
da  forma. A  incapacidade de  sentir essa conexão dá origem a uma  ilusão de  separação,  tanto de você mesmo
quanto  do mundo  ao  redor. Quando  você  se  percebe,  consciente  ou  inconscientemente,  como  um  fragmento
isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida. 
Adoro a definição simples de Buda para a iluminação: “É o fim do sofrimento”. Não há nada de sobre-
humano nisso, não é mesmo? Claro que não é uma definição completa. Ela apenas nos diz o que a iluminação
não  é:  não  é  sofrimento. Mas  o  que  resta  quando  não  há mais  sofrimento? Buda  silencia  a  respeito,  e  esse
silêncio  implica  que  teremos  de  encontrar  a  resposta  por  nós  mesmos.  Como  ele  emprega  uma  definição
negativa,  a  mente  não  consegue  entendê-la  como  uma  crença,  ou  como  uma  conquista  sobre-humana,  um
objetivo difícil de alcançar. Apesar disso, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é algo apenas
para Buda e não para eles próprios, pelo menos, não nesta vida. 
Eckhart Tolle

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O que é a consciência?

A consciência é o que você é. Nada mais além disso. Quando você descobre o que é, descobre sua missão, a das outras pessoas e de qualquer coisa que vem à este mundo: ajudar o universo a continuar a criar. Por isto o universo é infinito, porque a criação nunca acaba. Mesmo quando você está inconsciente no mundo da mente vivendo de pensamentos, e acha que é 200 coisas negativas, está criando. E está criando isto que eu disse.

Só tome cuidado quando você descobrir isso. Várias pessoas por ai largam suas vidas em uma casa, trabalho, filhos e vão para o meio do nada querendo se despregar de tudo porque acham que isto vai levar à dominação da mente de novo. Fazendo isto está julgando de novo e negando o agora, olha a mente entrando pela porta de trás.

Se queres mesmo um verdadeiro mestre para te levar à este caminho, observe as plantas e os animais. O maior mestre que eu tive e tenho até hoje não é um budista, um espirita, um mestre em educação e por ai. É uma samambaia (não a mulher samambaia, que não é nada mal rs) mas sim a planta dentro de um vaso de barro. Observe a quietude aonde ela existe. Você não vê ela sofrendo de ansiedade, problemas de auto-estima iguais o que o ser humano vive. Aliás, a unica espécie neste planeta que sofre de depressão, auto-estima, fraquesas emocionais e mentais é o ser-humano. E se vê algum animal ou vegetal que sofre disto, é porque convive diretamente com o ser-humano e aprendeu a ter estes padrões mentais.


Uma criança recém-nascida é uma prova de consciência humana. Ela sabe que é especial e vive a partir disso. Você não vê uma criança escolhendo o que ter para ser. Ela é primeiro, depois escolhe ter. O problema que depois dois 3 anos de idade, quando a mente começa a florescer e começa aquela fase do porque infantil, como maior prova da mente entrando em nossas vidas, aprendemos coisas com os adultos em nossa volta, do qual o mesmo aconteceu com eles e o mundo virou essa bola de neve ai que ninguém mais sabe resposta para nada e que prefere continuar sofrendo, porque acha que é a unica coisa que tem/existe.

A mente é assim mesmo. Ela prefere que você continue sofrendo do que encontrar-se de novo. É dai que surge o medo. Como a mente tem necessidade ferrenha de controlar tudo e todas as situações, o que ela não controla, ela tem medo. Ela tem medo de que isso tire as coisas que se tem, como por exemplo a propria capacidade dela mesmo te mandar. Olhe como vários homens na história tinham um medo tremendo de peder o poder que conquistou, e o pior, acham que são isso. Só que ela acha que controla. Se controlasse, porque as coisas que ela pensa no futuro não se concretizam do jeito que você acha que quer (já que na verdade, você nem escolheu isso e sim a mente)?

É dai que nasce o sofrimento humano, da qual você vê que os animais e plantas que nós chamamos de selvagens não tem. Porque eles não conhecem outra coisa a não ser o agora. Então eles permitem que as coisas sejam assim. Porque eles ouvem apenas o silêncio, do qual é aonde nasce tudo, e tudo volta para lá e por isso é a única coisa que existe. Isto é que é a consciência. Você não vê um animal julgando o que é bom e ruim, certo e errado, bonito e feio e muito menos uma criança nestas idade que eu disse. Assim como os animais que vivem diretamente com nós, as crianças quando crescem aprendem a entrar nos padrões da mente. Ai começa a surgir as ilusões, os desejos, que por fim acaba com o portador disso tudo: nós mesmos!

Mas a boa notícia é que podemos nos livrar disso tudo e ser a consciência de novo.

O fim dos tempos

O fim dos tempos é uma mudança drástica, quando acontecer irá abalar estruturas. Não estou falando de coisas que acontecem nos filmes armaggedon e 2012, e sim de novo da mente.

A mente é alimentada por pensamentos que sem controle, são baseados em passado e futuro. Como dito anteriormente neste mesmo blog e à séculos por vários sábios, passado e futuro são ilusões, são coisas que não existem. O que existe é só o agora. Imagina se os seres humanos não existissem existissem apenas os animais e vegetais que você vê por ai. Ai chega um e pergunta para eles, que horas são? E eles respondem: Horas? Agora é agora. Viu o tanto que o tempo é ilusão.

O fim dos tempos de que se trata na biblia é isto, o fim dos tempos passado e futuro e o inicio de um tempo só, que não é tempo, é presença, é agora. Até o próprio pensamento e imaginação se propaga agora, não ontem, não amanha. É agora que as coisas acontecem.

E não queria entender isto com a mente, porque se a mente é uma ferramenta então ela é limitada e isso é uma coisa que não se pode entender, porque isso já existe ai.

Quando você ultrapassa o fim dos tempos, você percebe que não precisa de ter algo para ser algo. O ser vem primeiro, depois o ter. E o ter não é uma obrigação, é uma fração daquilo que é. Quando a humanidade acordar para isto, a sociedade de consumo por exemplo vai por água abaixo. Hoje em dia o que mais se vê são pessoas que consomem produtos porque até mesmo a propaganda destes está associada com o estado de prazer e alegria. É apenas tendo o produto que se terá a tal da felicidade. Mesmo quando você consegue o produto, você ainda sente um vazio, você sente que não se completou, que tem que fazer mais coisas para se completar e enfim descobrir quem você é. O consumismo se desfreou tanto que as pessoas passaram a consumir tudo. Consomem relacionamentos com outras pessoas, consomem comida, ou a falta dela, e principalmente, consomem pensamentos. O consumismo não é apenas ir em uma loja de roupas de marca hoje e comprar várias peças, mês que vem se joga o que acaba de ser novo e vai lá e compra mais e vive vivendo na identificação com isto. Consumimos pensamentos, que acabamos por consumir o tempo. E se não é verdade, olhe de novo o conceito sobre consumismo e o que ele gera que é a identificação com ele e o que acontece mesmo com a mente desenfreada? Nos identificamos com os seus pensamentos e sua ilusão de tempo.

O agora é a chave para a libertação de que tanto os cristãos, mulçumanos, judeus, budistas, evangelistas, hinduistas e qual mais religião existir e que existirá falam. Quando você ultrapassar esse portal da mente para o agora, acabará as doenças, as guerras, polícia, exército, as dependências à drogas ou qualquer outra coisa, a velhice sedentária e dependente, o sono que nunca descansa, o exercicio que sempre cansa, o stress e todas as outras coisas que assolam a humanidade à séculos.

O fim das ilusões e desejos


“Feliz aqueles cujo conhecimento é livre de ilusões e superstições”

“Não Deseje e não sofra! O desejo é a alma do sofrer.”

Sidarta Gautama - Buda

"Porque vocês vivem anciosos?"

Jesus Cristo


Toda vez que você deseja algo, geralmente não consegue e depois fica culpando a si mesmo por não ter acontecido, geralmente julgando-se? Pois sé, as frases dos nossos colegas ali acima levam uma à outra. Como já dito aqui neste blog mesmo e em vários livros (Ex: Poder do Agora - Eckhart Tolle, O poder do subconsciênte - Joseph Murphy) ilusões, desejos, superstições e crenças que as coisas são paranormais são coisas da mente. Não julgue ela também. A mente é apenas uma ferramenta, igual um computador é, uma chave-inglesa do macgaiver é e por ai vai. Ela tem o seu proprósito. O problema que a ferramenta se apossou do ser humano, porque o ser humano ficou tão maravilhado com a capacidade desta mesma de pensar e imaginar e decidiu "dormir" e deixar que isto comande tudo, igual no filme Exterminador do Futuro aonde o homem ficou maravilhado com a capacidade das máquinas para decidirem coisas e deixaram as decisões para as forças armadas para elas, para que elas possam decidir a paz no mundo. Bom, o resultado disso todo mundo que assistiu ao filme, sabe. Ai todo mundo acha que quanto mais se reunir para decidir o futuro do pais, da vizinhança e de qual grupo mais quiser para melhorias, para acabar com os problemas, na verdade os problemas aumentam, e se melhora em algo, piora em outro que estava bom. Ai isso tudo junto gera a tal da ansiedade que traz consigo doenças neurológicas e físicas (já que a doença corporal é uma resposta do corpo à algo que está errado na cabeça).

Só no agora que você se livra das ilusões, desejos, sentimentos e os padrões mentais dos quais se repete há anos em sua cabeça. É no silêncio, na quietude da não-tensão corporal que existe a sabedoria e a conexão com a sua própria fonte criadora. É só lá que você realmente conhece a paz. Na mente, a paz existe porque existe a guerra. Na verdade são a mesma coisa, ilusão. É só nessa conexão que você realmente cria, porque é só pra isso que viemos aqui. O universo nos pediu que ajudasse-mos a criar o mundo, não para pagar pecados, seguir um carma e essas coisas. Não nascemos bons e nem ruins, nossa essência também não é nenhuma das duas coisas. Porque isto ai é julgamento de forma, coisa da mente. É por isto que tantas pessoas ai pelo mundo buscam o amor, ai encontram uma pessoa que acha que com ele vai ter o amor, e ele dura até o noivado, até a primeira briga, até o casamento. Depois disso você perde esse amor e vira ódio. Isto acontece porque fazemos isto tudo com o barulho da mente, com os pensamentos que elas no gera, nos identificamos com isso e partimos por ai inconscientes do verdadeiro desejo. Por isso que uma moça que namorou com um cara que não lhe era agradável, termina o namoro, ai vem outro, igual ao anterior. Ai termina, arruma outro, igual aos anteriores e por ai vai. Ai a conclusão que a mente chega: "Putz, eu sou tão idiota" "Eu sou tão desprezível". Igual as pessoas que vivem por ai estudando que nem loucos para passar em um vestibular, ou algum tipo de emprego que tenha que ter uma prova, aonde a escolha além de que não é sua mesmo por causa da mente, ainda é escolha da mente de outra pessoa. Estudam, estudam e não conseguem o objetivo. Porque? Porque cheguei no limite do meu estudo? Porque não sou bom(a) suficiente? Porque este não é o caminho certo? Nenhuma delas. Isto é porque você deseja algo. Desejar algo é coisa da mente, do barulho, da tensão, da ilusão. Saia disso se relaxando em si mesmo, preste atenção ao ar que entra em seu corpo e sai levando com sigo o peso da tensão. Seja isso antes de tudo. Quando você perceber, não estará querendo mais nada, porque como posso querer algo se já sou tudo? É isto que se sente quando se sai da mente. Não é arrogância, até porque não consegue se discutir com uma pessoa em plena luz da consciência, mesmo que tente. Pessoas já discutiram com Buda e Jesus Cristo, mas estes dois nunca discutiram com ninguém.




Resistência tem haver com tensão

Já viu aqueles videos ou alguém que você conhece que faça Tai Chi Chuan, ou yoga, ou qualquer outra arte marcial nesse nivel, te dizer que o seu professor/mestre sempre diz para relaxar, soltar-se? Vivem perguntando também, porque você está tão tenso?

Pois sé, e quando você se solta dessa tensão, você não fica muito mais tranquilo(a)? Então....

A tensão corporal tem relação bem estreita com a resistência, que é relacionada a estar identificado com o estado barulhento dos pensamentos da mente. Se você parar para prestar atenção, quando você fica nesse estado mental de barulho, a sua cabeça (o fisíco mesmo) está tenso, preso, fechado. Já ouviu aquela frase em diversos lugares "abra a sua cabeça/mente"? Pois sé, você acabou de perceber que nesse estado de identificação com a mentea sua cabeça fica fechada. Então o abra a sua cabeça que vive se falando por ai significa relaxar a cabeça, igual você relaxa o seu corpo das tensões. Do mesmo modo que tem tensões pelo seu corpo e você se livra delas, faça isso com as tensões de sua cabeça e se livre delas.

Você acabou de entrar no presente, no agora. Você se livrou do dominio da mente. Os pensamentos até vão continuar existindo, mas você olha pra eles e deixa eles passar. Perceba que você perdeu a conexão do o que é e o que não é, dos julgamentos e os nomes. Você não tem ego mais, não precisa de fazer nada, além daquilo que acontece agora. Não precisa vencer, não precisa derrotar ninguém, não precisa ganhar, não precisa ter saúde, dinheiro ou qualquer outra coisa. Você também está perdendo a noção do tempo. Você verá que não tem importancia o que se fica pensando no futuro ou passado. Os problemas somem, porque você descobre que na verdade eles nunca existiram, a não ser no estado de dominação mental que se preocupa com tudo. Nesse estado é aonde se encontra a verdadeira aceitação de tudo aquilo que é, aonde você permite que as coisas sejam como são.


Tudo o que você fizer a partir desse estado de relaxamento da cabeça, inclusive o pensamento, será criativo e produtivo. Você sempre irá encontrar o caminho mais fácil para tudo, tudo mesmo. Se precisar use a respiração para isso. Sinta o ar indo a sua cabeça e jogando para fora a tensão da mesma.

Porque a mente acha que o mais dificil, o que requer mais esforço (principalmente físico) é o melhor, principalmente por causa de coisas que você aprendeu (olha ai, ela construindo um futuro a partir do passado). Nesse estado você descobre que o mais fácil é o melhor caminho. Não há necessidade de ir pelo caminho mais duro, isto é desperdiçar energia e os esforços que o universo fez para ter esse caminho mais fácil. Não faz sentido ir pelo caminho mais duro.

Quem é estudante sabe disso. Quando você vai fazer uma prova e rende-se ao nervosismo, à tensão,  confusões da cabeça e aos pensamentos duvidos (será que eu sei mesmo, será que está certo, caramba, eu deveria ter estudado mais) ai que você se sai mal na prova, mesmo que saiba a matéria ou estudou igual à um louco e além do que está acostumado. MAS quando passa a prova, ai você se vê livre daquilo que te incomodava e acaba relaxando incondicionalmente, as respostas certas vem à cabeça igual a uma cachoeira despencando aqueles milhões de litros d'água. 

A partir disto é que você realmente escolhe. Quando a sua mente te manda você acha que escolhe, mas não escolhe. A mente fica pensando sem parar no que aconteceu ontem, no que vai acontecer daqui a pouco e formula uma conclusão. Bom, eu sou infeliz. Bom, minha cabeça é fraca. Bom, eu tenho vários limites. Bom, eu sou pobre. Bom, eu sou rico. Bom, eu sou muito doente, porque desde que nasci eu sou assim, eu acho que tem haver com o meu signo, com a minha numerologia, com o meu karma, com algo que fiz de errado na vida passada e vixxxx, por ai vai. Por isso que Jesus Cristo disse: "Perdoie eles, eles não sabem o que fazem".

Viu, você não escolhe, a mente formula uma escolha para você. Quando você é primeiro antes de tudo, aquilo que vê no estado de relaxamento da cabeça (ou seja, nada e tudo ao mesmo tempo) que é aonde você não tem mais tensão (resistência) ai sim você escolhe.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Estado de permissão

A mente não vive sem resistência. O que mais se identifica com a mente é a resistência. Então corte ela. Faça o contrário disso, que é permitir, aceitar. Quando você faz isso, retira as forças da mente e começa a entrar em contato com a consiência. Permita que as coisas aconteçam, inclusive o que acontece dentro de nós mesmos (os pensamentos). Entrar em conflitos é se identificar com a mente, pois ela não vive sem isso. Permita que tudo seja o que é. Isto é dificil da mente compreender, mas é só para a mente.

Entrar em estado de permissão, é entrar no agora. Qualquer coisa que aconteca a partir de agora, fuja das reações que sempre se tem (julgar, pensar sobre, procurar uma solução, procurar um caminho melhor), permita que este momento seja. Você logo sentirá a verdadeira paz entrando em ação, não só dentro de nós mas ao redor também. Você ouvirá um silêncio no engarrafamento do trânsito igual ao que ouve quando observa uma flor.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Primeira postagem no blog

Na primeira postagem deste blog venho lhes mostrar um trecho do livro o poder do agora para a reflexão:

"Faça  o  que  você  tem  de  fazer.  Enquanto  isso,  aceite  o  que  é. Como mente  e  resistência  significam  a
mesma coisa para nós, aceitar aquilo que acontece nos liberta na mesma hora do domínio da mente e restabelece
a nossa conexão com o Ser. Como  resultado, as costumeiras motivações do ego para “agir”, como o medo, a
cobiça, o controle, a defesa ou a alimentação do falso sentido do ego, não vão mais funcionar. Uma inteligência
muito maior  do  que  a mente  passa  a  dominar  tudo  e,  com  isso,  uma  diferente  qualidade  de  consciência  vai
influenciar as nossas ações." Eckhart Tolle - Pág. 79